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Ironias Da Solidariedade
Editora: UFSCAR
Avaliação:
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Fora de estoqueCódigo: 9788576005926
Categoria: Antropologia
Descrição Saiba mais informações
Até 1994, qudo vigia o regime segregacionista de apartheid na África do Sul, a população negra não tinha acesso aos direitos básicos no país. Assim, tampouco eram vistos como clientes pelas grdes empresas. Com a eleição de Nelson Mdela e o fim do apartheid, acentuou-se o processo de finceirização do país e só então os negros passaram a serem tratados como potenciais clientes para o capital em geral, e para as seguradoras, especificamente. Nos dias atuais, em algumas periferias (townships) sul- africas, como Indawo Yoxolo e Tembi, na Cidade do Cabo, ao menos 75% da população afirmam possuir apólice de seguro, e 63% uma apólice funerária. É desse cenário de mudça tão brusca que o tropólogo Erik Bähre parte neste instigte livro. Escapdo de respostas fáceis, como responsabilizar exclusivamente o neoliberalismo ou o homo economicus, já que o Estado sul-africo é, segundo sua abordagem, desenvolvimentista, o autor opta pela noção de finceirização, em sua dimensão irônica, a partir do filósofo estadunidense Richard Rorty (1989). A ideia central é que no processo da finceirização sul-africa opera uma noção de solidariedade, no que ela contém de paradoxal. Nas palavras do autor: “A solidariedade dá ensejo a formas particulares de cuidado e ao mesmo tempo introduz crueldades específicas. Neste livro sugiro um modo de alisar o cuidado e a crueldade como dois lados da mesma moeda e revelar como tais dinâmicas dependem das circunstâncias históricas, sociais, políticas, econômicas e culturais específicas”. Conhecer as mudças sociais, ontológicas e intersubjetivas desse processo, numa prosa elegte e bem fundamentada, é o convite que a obra de Bähre nos faz.
| Acabamento | BROCHURA |
|---|---|
| Páginas | 400 |
| Formato | 16x23 |
| Lombada | 1.5 |
| Altura | 1.5 |
| Largura | 16 |
| Comprimento | 23 |
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